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Visitando Amsterdam com o Guia Ducs em mãos

10 ago

Parafraseando um homem sábio:

Então você tá a fim de ir pra Amsterdam? Boa escolha, boa escolha…

Nós já fomos a Amsterdam algumas vezes e cada vez a cidade fica mais legal. Temos o privilégio de ter quem nos acolha por lá, então fica tudo mais fácil, e sempre é um prazer visitar.

Na semana passada, estivemos lá de novo, desta vez com um objetivo extra: testar in situ o Guia Ducs Amsterdam, lançado pelo Daniel Duclos agorinha, em Julho de 2011.

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Brno

10 maio

Não, não errei ao digitar. Brno é escrito assim mesmo.

Brno é a segunda maior cidade da República Tcheca e capital da região da Morávia. Fica a cerca de duas horas e meia de Praga, no meio do caminho entre Praga e Vienna. Aliás, muita gente que faz o trajeto Praga-Vienna de ônibus provavelmente faz uma paragem lá. Aproveitamos que nossos amigos estariam numa cidade por perto e marcamos de nos encontrar em Brno para explorarmos juntos essa parte da República Tcheca que ainda não conhecíamos (e continuamos sem conhecer muito bem). Passamos apenas um domingo lá, e deu para ver a maior parte das atrações. Talvez passar o dia lá seja mais fácil num sábado, quando tem mais lojas e restaurantes abertos.

Apesar de ser a segunda maior cidade da República Tcheca, Brno não é muito grande. Conta com cerca de 300 000 habitantes. É uma cidade muito engraçadinha, o centro histórico é relativamente pequeno, então deu para andarmos sem problemas grandes. Aliás, o único problema foi o vento que decidiu bater frio, muito frio.

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Tábor e sua história

6 fev

Tábor é uma cidadezinha no sul da República Tcheca com uma história curiosa. No começo do século XV, Jan Hus foi queimado vivo pela Igreja e seus seguidores se organizaram, se rebelaram, lutaram contra a Igreja e todo esse período cheio de turbulência social e política é chamado de “Guerras Hussitas” (eu já falei um pouco mais sobre isso antes, bem como sobre a palavra tábor, quando falei da origem do nome de Praga).

Pois bem. Um grupo dos mais radicais dos Hussitas se estabeleceu na colina onde hoje é Tábor e a cidade foi fundada propriamente em 1420. Foi uma ‘base rebelde’ por mais de 30 anos antes de ser tomada pelo exército real. Teve, portanto, sua merecida importância.
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Kutná Hora

1 fev

O Thiago veio nos visitar em novembro. Iêi!

O Thiago é amigo de longas datas, desde os tempos do segundo grau. É uma das poucas pessoas que quando disse que vinha nos visitar levei a sério. Tudo bem que sua passagem por aqui foi bem rápida, mas deu para matar a saudade. Numa semana ele disse que vinha, na outra já estava aqui. Gosto de gente assim.

Numa das conversas que tivemos antes dele embarcar pra cá, ele mencionou que havia visto alguma reportagem em algum canal de tevê sobre a Capela dos Ossos em Kutná Hora. Fiquei animada, porque ainda não tinha ido lá, e quando ele chegou fiz questão de que fossemos. Então, numa manhã de um dia da semana que já não me lembro mais qual era, nos encontramos na estação central (Hlavní Nádraží) para pegar um trem para Kutná Hora.

Eu e Thiago em Kutná Hora. Foto do Thiago.

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Česky Ráj

13 nov

[tchésqui rai]

Česky ráj traduz-se por “paraíso tcheco”. Foi para lá que fomos no sábado. Conhecido também por paraíso da Boêmia, não foi difícil descobrir por que tem este nome.

Situada a 50km ao noroeste de Praga, a região possui diversos castelos, cânions de arenito, florestas e vistas maravilhosos. As trilhas, como de costume, são muito bem marcadas, o clima é fresco e é fácil de chegar. Com nossos companheiros de trilha, Aryu e Ardy, pegamos um trem da estação central de Praga para Turnov (a viagem durou mais ou menos 1 hora e 40 minutos), e de Turnov pegamos um trem regional para Ktová. De Ktová andamos de volta para Turnov, a 18 kilômetros de distância, passando por três castelos e os cânions de arenito. Gastamos cerca de 9 horas fazendo a trilha. Nós andamos devagar, porque paramos para olhar tudo que podemos.

 

Baba - torre mais alta de Trosky - e a vista

Outono na Suíça (mais ou menos)

19 out

No fim de semana passado, nós fomos à Alemanha, provavelmente.
Ou à Suíça, dependendo do ponto de vista.

É que fomos fazer uma andança em um parque nacional no norte da República Tcheca, que é chamado de České Švýcarsko – literalmente, “Suíça Tcheca”. O parque é, digamos, adjacente a um parque alemão chamado de Sächsische Schweiz – que, até onde eu saiba, significa “Suíça Saxônica”. Eu diria que na verdade é um parque só, que calhou de ter uma fronteira internacional no meio. Eu arriscaria até o palpite de que ambas as partes se recusaram a chamar o parque de Boêmia Saxônica ou de Alemanha Tcheca, e no fim das contas resolveram invocar a neutralidade suíça para acabar com a discussão. (Na verdade foram uns artistas suíços do séc. XVIII que deram o nome por achar que parecia com a terra natal deles, mas eu prefiro a minha explicação.)

Só para dar uma noção, uma imagem do Google Maps mostra o quão perto da Alemanha nós estávamos. A linha cinza é a fronteira.

o ônibus veio pelo lado de cá do rio, mas talvez tenha voltado pelo de lá...

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Salamanca

14 out

Ok, agora que pus minhas coisas em ordem, já dá para relatar a nossa viagem para Salamanca.

Depois da confusão com as estações de trem em Madrid, conseguimos chegar em Chamartín a tempo de comprar os bilhetes. Decidimos ir de trem para Salamanca porque não há nada como uma viagem de trem para nós. Na Espanha, pelo menos para a região a oeste de Madrid, que foi onde procuramos, o bilhete de trem custa o mesmo (e dependendo do horário é até mais barato) que o bilhete de ônibus. Sem contar que a viagem de trem seria mais rápida por ter menos paradas (cerca de 2h e 1/2). Os trens da renfe, empresa de trens espanhola, são super confortáveis e modernos. Ousaria dizer que são melhores do que os que pegamos da deutsche-bahn.

A paisagem rural espanhola que vi foi exatamente como eu esperava: pedras, arbustos, touros, morros beges, tudo como tinha visto em Terra e Liberdade, filme de Ken Loach que retrata a guerra civil espanhola.

paisagem vista de dentro do trem

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¡Madrid!

30 set

O plano inicial era ir para Salamanca de carro a partir de Coimbra, pegando carona com os portugueses. Não deu certo por vários motivos, então aproveitamos que iríamos de avião para passar uns dias em Madrid. Uma decisão muito sábia.

Para tirar do caminho logo, vou começar o relato dizendo que fomos de WizzAir, e que foi una mierda. O vôo não, foi decente. O único fato notável foi que, ao chegar, tivemos todos que esperar uns 20 minutos até a polícia espanhola entrar no avião, se dirigir diretamente a um cidadão e levá-lo consigo. Tudo tranqüilamente – inclusive, nunca vi passageiros tão comportados e respeitando os anúncios de não levantar e não ligar o celular… – e depois passamos por eles no aeroporto, conversando. Ninguém explicou nada e até hoje não sabemos o que foi. Porém: toda a burocracia antes e depois dos vôos, tanto de ida quanto de volta, para conseguir levar uma mala não valeu o preço mais baixo (se é que ficou mais baixo mesmo,  no fim das contas). O site era incoerente e fazia contas malucas, e o call center não funcionava. Enfim, isso é só para desabafar, dizer que a viagem começou estressante, e parar de uma vez por todas de falar da WizzAir. Continuando o relato:

Chegando em Madrid, no sábado, estávamos mortos de fome porque a WizzAir não dá comida! Mentira, não foi só por isso (e ela não dá, mas podemos comprar). Mas enfim, o fato é que chegamos em Madrid no meio da tarde, ainda sem almoçar. O aeroporto é bem no norte da cidade, razoavelmente longe do “centro”, que é no sul, onde nosso hostel era. Havia conexão de metrô, mas fazendo duas trocas de linha. Não sei se foi a fome ou o fato de termos andado umas 20 estações, mas o metrô de Madrid me pareceu meio lento… é abrangente, limpo, etc, mas leeento. Continue lendo

Garmisch-Partenkirchen

26 set

A temporada de conferências internacionais do Badá começou (e também já acabou para esse ano). Foram duas semanas em dois países diferentes: Alemanha e depois Espanha.

Na Alemanha, o plano original era passar o fim de semana em Munique, para conhecer, e depois irmos para o sul, para a cidade de Garmish-Partenkirchen (GAPA), onde haveria a 1ª conferência. Mas, como o mundo é mundo, complicações surgiram e tivemos que riscar Munique dos planos. Fica para uma próxima oportunidade.

localização de Garmisch-Partenkirchen

Saímos numa segunda-feira da estação central de Praga. Descobrimos que lá tem uma loja da “deutsche bahn” e ficamos muito felizes ao descobrir que conseguimos comprar aqui na República Tcheca o Bayern-ticket daqui! Aprendemos sobre essa maravilha de bilhete com o Rodrigo e a Aline, que o descobriram ao planejarem a viagem deles para estes nossos cantos. Com o bayern-ticket até 5 pessoas conseguem viajar com o mesmo bilhete quantas vezes quiserem durante um dia inteiro na região da Bavária, custando apenas €28. Ele tem hora para começar e terminar, e não são todos os trens que aceitam o bayern ticket, então você tem que ficar de olho em qual trem quer pegar. Continue lendo

Trilha Beroun-Karlštejn

6 set

[Karlshtáin]

Descobrimos recentemente que a República Tcheca está completamente coberta de trilhas muito bem sinalizadas. Há pouco mais de 100 anos foi criado o clube de turismo tcheco (Klub Českych Turistů – KCT – página em tcheco, mas nada que um google translator não resolva!) que começou a marcar trilhas pela República Tcheca. Após a Segunda Guerra Mundial e o advento do comunismo no território, o KCT começou a marcar trilhas loucamente. Marcaram tantas trilhas que hoje é possível andar pelo país inteiro seguindo os sinais deixados, facilitado pelo fato de as propriedades rurais não serem cercadas. Dá pra andar em florestas, passar por castelos, cidades e vilarejos, rios, montanhas… As trilhas não são apenas bem sinalizadas, como também são muito bem mantidas, aparecendo ocasionalmente indicadores de distância e direção. É possível também fazer as trilhas de bicicleta (muitas das estações de trem possuem o bicicletário da própria ČD – cia de trens tcheca – que aluga bicicletas). Os mapas das trilhas, divididos em regiões tchecas, são encontrados em livrarias, tais como a Luxor, e em algumas lojas de equipamentos esportivos, como a Alpine Pro, e são bem baratos.

Marcação de Trilha

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