Tag Archives: república tcheca

Brno

10 maio

Não, não errei ao digitar. Brno é escrito assim mesmo.

Brno é a segunda maior cidade da República Tcheca e capital da região da Morávia. Fica a cerca de duas horas e meia de Praga, no meio do caminho entre Praga e Vienna. Aliás, muita gente que faz o trajeto Praga-Vienna de ônibus provavelmente faz uma paragem lá. Aproveitamos que nossos amigos estariam numa cidade por perto e marcamos de nos encontrar em Brno para explorarmos juntos essa parte da República Tcheca que ainda não conhecíamos (e continuamos sem conhecer muito bem). Passamos apenas um domingo lá, e deu para ver a maior parte das atrações. Talvez passar o dia lá seja mais fácil num sábado, quando tem mais lojas e restaurantes abertos.

Apesar de ser a segunda maior cidade da República Tcheca, Brno não é muito grande. Conta com cerca de 300 000 habitantes. É uma cidade muito engraçadinha, o centro histórico é relativamente pequeno, então deu para andarmos sem problemas grandes. Aliás, o único problema foi o vento que decidiu bater frio, muito frio.

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Tábor e sua história

6 fev

Tábor é uma cidadezinha no sul da República Tcheca com uma história curiosa. No começo do século XV, Jan Hus foi queimado vivo pela Igreja e seus seguidores se organizaram, se rebelaram, lutaram contra a Igreja e todo esse período cheio de turbulência social e política é chamado de “Guerras Hussitas” (eu já falei um pouco mais sobre isso antes, bem como sobre a palavra tábor, quando falei da origem do nome de Praga).

Pois bem. Um grupo dos mais radicais dos Hussitas se estabeleceu na colina onde hoje é Tábor e a cidade foi fundada propriamente em 1420. Foi uma ‘base rebelde’ por mais de 30 anos antes de ser tomada pelo exército real. Teve, portanto, sua merecida importância.
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Kutná Hora

1 fev

O Thiago veio nos visitar em novembro. Iêi!

O Thiago é amigo de longas datas, desde os tempos do segundo grau. É uma das poucas pessoas que quando disse que vinha nos visitar levei a sério. Tudo bem que sua passagem por aqui foi bem rápida, mas deu para matar a saudade. Numa semana ele disse que vinha, na outra já estava aqui. Gosto de gente assim.

Numa das conversas que tivemos antes dele embarcar pra cá, ele mencionou que havia visto alguma reportagem em algum canal de tevê sobre a Capela dos Ossos em Kutná Hora. Fiquei animada, porque ainda não tinha ido lá, e quando ele chegou fiz questão de que fossemos. Então, numa manhã de um dia da semana que já não me lembro mais qual era, nos encontramos na estação central (Hlavní Nádraží) para pegar um trem para Kutná Hora.

Eu e Thiago em Kutná Hora. Foto do Thiago.

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Um Pouco de Política na República

21 nov

Só por curiosidade, resolvi falar um pouco da política na República Tcheca. Só aí é que me dei conta de que, bem, eu não sei muito sobre ela.

Não saber ler tcheco (ainda!) torna difícil acompanhar os acontecimentos no país, mas não é impossível. Algum conhecimento já permite ler pelo menos as manchetes (o mais irritante é quando entendemos quase toda a frase, exceto uma palavra-chave). E claro, existem publicações online sobre Praga em inglês, como o Prague Post ou o Prague Monitor.

Mas mesmo por outras fontes, é meio inevitável não ficar sabendo de algumas coisas que acontecem por esses lados. Até porque 2010 foi ano de eleições, então recebemos spam eleitoral freqüentemente e metade dos cartazes na cidade eram de candidatos (alguns eu só descobri depois, entretanto. Até pouco tempo atrás, eu achava que “Top 09” era alguma marca que tinha um sério problema em escolher garotos-propaganda).

Então, eis aqui a Política na República Tcheca pelo ponto de vista de alguém que não entende muito do assunto. Tenho basicamente só as impressões acumuladas pela vida cotidiana, mas já é mais do que muita gente.

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Revolução

17 nov

Eu não sou muito bom com História. Fazer o quê. Sempre confundo a ordem dos eventos, os nomes, as datas… e tirando isso, o que mais tem?

Tá, tem mais. Contextualmente. Conceitualmente. Etc.

Mas enfim: o fato é que desde o ano passado, quando meu interesse pela história da República Tcheca brotou praticamente do nada, eu sempre confundo a Primavera de Praga e a Revolução de Veludo. O que mais ajudou a separar uma da outra e fixá-las na cabeça foi que, no ano passado, eu participei da Revolução de Veludo! Tudo bem, foi só uma comemoração, não uma revolução… mas isso fica para daqui a pouco.

(Aproveito a deixa para dizer que resolvemos mudar um pouco o visual aqui do blógue: agora, os posts aparecerão só parcialmente na página principal. Para ler tudo, clique no “Continue reading” que estará logo antes das etiquetas.) Continue lendo

Česky Ráj

13 nov

[tchésqui rai]

Česky ráj traduz-se por “paraíso tcheco”. Foi para lá que fomos no sábado. Conhecido também por paraíso da Boêmia, não foi difícil descobrir por que tem este nome.

Situada a 50km ao noroeste de Praga, a região possui diversos castelos, cânions de arenito, florestas e vistas maravilhosos. As trilhas, como de costume, são muito bem marcadas, o clima é fresco e é fácil de chegar. Com nossos companheiros de trilha, Aryu e Ardy, pegamos um trem da estação central de Praga para Turnov (a viagem durou mais ou menos 1 hora e 40 minutos), e de Turnov pegamos um trem regional para Ktová. De Ktová andamos de volta para Turnov, a 18 kilômetros de distância, passando por três castelos e os cânions de arenito. Gastamos cerca de 9 horas fazendo a trilha. Nós andamos devagar, porque paramos para olhar tudo que podemos.

 

Baba - torre mais alta de Trosky - e a vista

28 de Outubro: fundação da Tchecoslováquia

28 out

Hoje, dia 28 de Outubro, é feriado aqui. É o dia em que, em 1918, foi fundada a Tchecoslováquia.

No fim da Primeira Guerra Mundial, o Império Austro-Húngaro se desfez e os tchecos conseguiram o país deles, uma república, e com isso todo aquele otimismo de início de século, de pós-guerra, e de ter uma nova nação própria; um país de tchecos e eslovacos (e umas outras minorias que viviam por aqui), democrático e não subordinado a um poder de fora.

Praga ainda era, na época, uma das grandes capitais mundiais, uma pérola da civilização ocidental e por aí vai. O primeiro presidente da tchecoslováquia, Tomáš Masaryk, era um humanista, respeitado e adorado (até hoje).

Estátua de Tomáš Masaryk, em frente ao Castelo de Praga. Fonte: wikipedia.

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