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¡Madrid!

30 set

O plano inicial era ir para Salamanca de carro a partir de Coimbra, pegando carona com os portugueses. Não deu certo por vários motivos, então aproveitamos que iríamos de avião para passar uns dias em Madrid. Uma decisão muito sábia.

Para tirar do caminho logo, vou começar o relato dizendo que fomos de WizzAir, e que foi una mierda. O vôo não, foi decente. O único fato notável foi que, ao chegar, tivemos todos que esperar uns 20 minutos até a polícia espanhola entrar no avião, se dirigir diretamente a um cidadão e levá-lo consigo. Tudo tranqüilamente – inclusive, nunca vi passageiros tão comportados e respeitando os anúncios de não levantar e não ligar o celular… – e depois passamos por eles no aeroporto, conversando. Ninguém explicou nada e até hoje não sabemos o que foi. Porém: toda a burocracia antes e depois dos vôos, tanto de ida quanto de volta, para conseguir levar uma mala não valeu o preço mais baixo (se é que ficou mais baixo mesmo,  no fim das contas). O site era incoerente e fazia contas malucas, e o call center não funcionava. Enfim, isso é só para desabafar, dizer que a viagem começou estressante, e parar de uma vez por todas de falar da WizzAir. Continuando o relato:

Chegando em Madrid, no sábado, estávamos mortos de fome porque a WizzAir não dá comida! Mentira, não foi só por isso (e ela não dá, mas podemos comprar). Mas enfim, o fato é que chegamos em Madrid no meio da tarde, ainda sem almoçar. O aeroporto é bem no norte da cidade, razoavelmente longe do “centro”, que é no sul, onde nosso hostel era. Havia conexão de metrô, mas fazendo duas trocas de linha. Não sei se foi a fome ou o fato de termos andado umas 20 estações, mas o metrô de Madrid me pareceu meio lento… é abrangente, limpo, etc, mas leeento. Continue lendo

Como não comer carne em Praga

29 jul

O Anthony Bourdain chamou Praga de “a terra que os vegetais esqueceram”. Na época, eu concordei (com a ressalva de que batata e repolho são vegetais…) Lendo agora nos Ducs em Amsterdam o post sobre a visita deles, em que o Daniduc conclui mais ou menos a mesma coisa, achei que devia fazer umas ressalvas. O suficiente, quem sabe, para um post? Sim!

Quando eles nos visitaram, de fato nós não saberíamos desafiar o conceito de que comer fora desviando-se de carnes, na República Tcheca, é no mínimo complicado. De fato, “salada” aqui freqüentemente vem com frango; o halušky, um prato típico eslovaco que à primeira vista no menu parece vegetariano, volta e meia vem com pedacinhos de bacon; e uma das únicas vezes em que eu comi um peixe, ele veio literalmente enrolado em bacon… sei que o peixe não conta, foi só pra ilustrar como às vezes, pela descrição, você acha que um prato não tem tal ingrediente, mas ele só está implícito. Aqui, é carne. Alguma carne.

Mas, com o tempo e uma certa prática, fomos achando umas exceções dignas de nota. Exemplos a seguir! Continue lendo