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Olomouc

29 ago

Olomouc é uma das cidades mais bonitas que já vimos na República Tcheca. É uma cidadezinha universitária no norte da Morávia, região leste do país.

A região de Olomouc começou a ser ocupada pelos eslavos por volta do século 6. No século 11 já era sede de um bispado e por causa de sua crescente importância, a ocupação foi transformada em cidade no meio do século 13. Durante a idade média, era a maior cidade da Morávia.

E hoje? Bem, hoje Olomouc ainda carrega a importância religiosa, mas é também uma cidade universitária muito viva. Em Olomouc fica a segunda universidade mais velha da República Tcheca (a mais velha é a Karlovo Univerzita em Praga) e atualmente uma das melhores de todo o país, a Univerzita Palackého. Estima-se que cerca de um terço da população de Olomouc sejam estudantes, o que se traduz em muitos bares e cafés pela cidade, e uma atmosfera muito descontraída.

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Plzeň

6 jul

Aproveitamos os feriados para fazer umas viagenzinhas e conhecer lugares que ainda nãotínhamos visto. Um desses era Plzeň, uma cidade, veja bem, de certa fama.

Primeiro, por causa da cerveja: toda e qualquer cerveja no mundo chamada de Pilsner deve essa honra aos métodos de fabricação criados aqui, em Plzeň.

E em termos de fama, é só isso mesmo. Continue lendo

Brno

10 maio

Não, não errei ao digitar. Brno é escrito assim mesmo.

Brno é a segunda maior cidade da República Tcheca e capital da região da Morávia. Fica a cerca de duas horas e meia de Praga, no meio do caminho entre Praga e Vienna. Aliás, muita gente que faz o trajeto Praga-Vienna de ônibus provavelmente faz uma paragem lá. Aproveitamos que nossos amigos estariam numa cidade por perto e marcamos de nos encontrar em Brno para explorarmos juntos essa parte da República Tcheca que ainda não conhecíamos (e continuamos sem conhecer muito bem). Passamos apenas um domingo lá, e deu para ver a maior parte das atrações. Talvez passar o dia lá seja mais fácil num sábado, quando tem mais lojas e restaurantes abertos.

Apesar de ser a segunda maior cidade da República Tcheca, Brno não é muito grande. Conta com cerca de 300 000 habitantes. É uma cidade muito engraçadinha, o centro histórico é relativamente pequeno, então deu para andarmos sem problemas grandes. Aliás, o único problema foi o vento que decidiu bater frio, muito frio.

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Tábor e sua história

6 fev

Tábor é uma cidadezinha no sul da República Tcheca com uma história curiosa. No começo do século XV, Jan Hus foi queimado vivo pela Igreja e seus seguidores se organizaram, se rebelaram, lutaram contra a Igreja e todo esse período cheio de turbulência social e política é chamado de “Guerras Hussitas” (eu já falei um pouco mais sobre isso antes, bem como sobre a palavra tábor, quando falei da origem do nome de Praga).

Pois bem. Um grupo dos mais radicais dos Hussitas se estabeleceu na colina onde hoje é Tábor e a cidade foi fundada propriamente em 1420. Foi uma ‘base rebelde’ por mais de 30 anos antes de ser tomada pelo exército real. Teve, portanto, sua merecida importância.
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Kutná Hora

1 fev

O Thiago veio nos visitar em novembro. Iêi!

O Thiago é amigo de longas datas, desde os tempos do segundo grau. É uma das poucas pessoas que quando disse que vinha nos visitar levei a sério. Tudo bem que sua passagem por aqui foi bem rápida, mas deu para matar a saudade. Numa semana ele disse que vinha, na outra já estava aqui. Gosto de gente assim.

Numa das conversas que tivemos antes dele embarcar pra cá, ele mencionou que havia visto alguma reportagem em algum canal de tevê sobre a Capela dos Ossos em Kutná Hora. Fiquei animada, porque ainda não tinha ido lá, e quando ele chegou fiz questão de que fossemos. Então, numa manhã de um dia da semana que já não me lembro mais qual era, nos encontramos na estação central (Hlavní Nádraží) para pegar um trem para Kutná Hora.

Eu e Thiago em Kutná Hora. Foto do Thiago.

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Česky Ráj

13 nov

[tchésqui rai]

Česky ráj traduz-se por “paraíso tcheco”. Foi para lá que fomos no sábado. Conhecido também por paraíso da Boêmia, não foi difícil descobrir por que tem este nome.

Situada a 50km ao noroeste de Praga, a região possui diversos castelos, cânions de arenito, florestas e vistas maravilhosos. As trilhas, como de costume, são muito bem marcadas, o clima é fresco e é fácil de chegar. Com nossos companheiros de trilha, Aryu e Ardy, pegamos um trem da estação central de Praga para Turnov (a viagem durou mais ou menos 1 hora e 40 minutos), e de Turnov pegamos um trem regional para Ktová. De Ktová andamos de volta para Turnov, a 18 kilômetros de distância, passando por três castelos e os cânions de arenito. Gastamos cerca de 9 horas fazendo a trilha. Nós andamos devagar, porque paramos para olhar tudo que podemos.

 

Baba - torre mais alta de Trosky - e a vista

Outono na Suíça (mais ou menos)

19 out

No fim de semana passado, nós fomos à Alemanha, provavelmente.
Ou à Suíça, dependendo do ponto de vista.

É que fomos fazer uma andança em um parque nacional no norte da República Tcheca, que é chamado de České Švýcarsko – literalmente, “Suíça Tcheca”. O parque é, digamos, adjacente a um parque alemão chamado de Sächsische Schweiz – que, até onde eu saiba, significa “Suíça Saxônica”. Eu diria que na verdade é um parque só, que calhou de ter uma fronteira internacional no meio. Eu arriscaria até o palpite de que ambas as partes se recusaram a chamar o parque de Boêmia Saxônica ou de Alemanha Tcheca, e no fim das contas resolveram invocar a neutralidade suíça para acabar com a discussão. (Na verdade foram uns artistas suíços do séc. XVIII que deram o nome por achar que parecia com a terra natal deles, mas eu prefiro a minha explicação.)

Só para dar uma noção, uma imagem do Google Maps mostra o quão perto da Alemanha nós estávamos. A linha cinza é a fronteira.

o ônibus veio pelo lado de cá do rio, mas talvez tenha voltado pelo de lá...

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