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Natal na República Tcheca

6 dez

É, dezembro chegou. Chegou com frio (bom), neve (excelente) e feriados (excelente)!!!!

Como em qualquer lugar diferente, existem tradições natalinas locais próprias. Como uma boa imigrante, aprender sobre a cultura local é bastante importante para entender o que se passa na rua. Então, vamos às tradições tchecas de dezembro/natal:

4 de dezembro: Dia de Santa Bárbara

É costume neste dia pegar um ramo de cerejeira e colocar num copo d’água e deixá-lo na cozinha. Se o ramo florir, é sinal de boa sorte. Se quem pegou o ramo for uma mulher solteira, é sinal de que a desesperada vai arrumar marido.

ramo de cerejeira que pegamos de uma cerejeira na rua.

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O inverno de fato chegou!

29 nov

Apesar de não ser ainda *oficialmente* a estação do inverno, não tem como achar que ainda é outono com temperaturas negativas e neve.

Há exatamente duas semanas, fez um clima meio doido, com a temperatura média chegando aos 18ºC em Praga. Tudo bem que foi só um dia, porque antes e depois a temperatura estava na casa dos 7ºC. A gente aproveitou e tomou um pouco de sol nos braços (essa foto não mostra, mas foi o caso):

no parque Stromovka aproveitando o último dia quente do ano e mostrando as camisetas que ganhamos do Guigó e da Aline. 14/11/2010

E hoje, quando voltávamos pra casa do jantar, a cidade estava assim:

nossa rua está toda branca! 28/11/2010

Não dá pra ver muito bem na foto, mas estava nevando bastante na hora. Aliás, ainda está.

Česky Ráj

13 nov

[tchésqui rai]

Česky ráj traduz-se por “paraíso tcheco”. Foi para lá que fomos no sábado. Conhecido também por paraíso da Boêmia, não foi difícil descobrir por que tem este nome.

Situada a 50km ao noroeste de Praga, a região possui diversos castelos, cânions de arenito, florestas e vistas maravilhosos. As trilhas, como de costume, são muito bem marcadas, o clima é fresco e é fácil de chegar. Com nossos companheiros de trilha, Aryu e Ardy, pegamos um trem da estação central de Praga para Turnov (a viagem durou mais ou menos 1 hora e 40 minutos), e de Turnov pegamos um trem regional para Ktová. De Ktová andamos de volta para Turnov, a 18 kilômetros de distância, passando por três castelos e os cânions de arenito. Gastamos cerca de 9 horas fazendo a trilha. Nós andamos devagar, porque paramos para olhar tudo que podemos.

 

Baba - torre mais alta de Trosky - e a vista

Salamanca

14 out

Ok, agora que pus minhas coisas em ordem, já dá para relatar a nossa viagem para Salamanca.

Depois da confusão com as estações de trem em Madrid, conseguimos chegar em Chamartín a tempo de comprar os bilhetes. Decidimos ir de trem para Salamanca porque não há nada como uma viagem de trem para nós. Na Espanha, pelo menos para a região a oeste de Madrid, que foi onde procuramos, o bilhete de trem custa o mesmo (e dependendo do horário é até mais barato) que o bilhete de ônibus. Sem contar que a viagem de trem seria mais rápida por ter menos paradas (cerca de 2h e 1/2). Os trens da renfe, empresa de trens espanhola, são super confortáveis e modernos. Ousaria dizer que são melhores do que os que pegamos da deutsche-bahn.

A paisagem rural espanhola que vi foi exatamente como eu esperava: pedras, arbustos, touros, morros beges, tudo como tinha visto em Terra e Liberdade, filme de Ken Loach que retrata a guerra civil espanhola.

paisagem vista de dentro do trem

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Garmisch-Partenkirchen

26 set

A temporada de conferências internacionais do Badá começou (e também já acabou para esse ano). Foram duas semanas em dois países diferentes: Alemanha e depois Espanha.

Na Alemanha, o plano original era passar o fim de semana em Munique, para conhecer, e depois irmos para o sul, para a cidade de Garmish-Partenkirchen (GAPA), onde haveria a 1ª conferência. Mas, como o mundo é mundo, complicações surgiram e tivemos que riscar Munique dos planos. Fica para uma próxima oportunidade.

localização de Garmisch-Partenkirchen

Saímos numa segunda-feira da estação central de Praga. Descobrimos que lá tem uma loja da “deutsche bahn” e ficamos muito felizes ao descobrir que conseguimos comprar aqui na República Tcheca o Bayern-ticket daqui! Aprendemos sobre essa maravilha de bilhete com o Rodrigo e a Aline, que o descobriram ao planejarem a viagem deles para estes nossos cantos. Com o bayern-ticket até 5 pessoas conseguem viajar com o mesmo bilhete quantas vezes quiserem durante um dia inteiro na região da Bavária, custando apenas €28. Ele tem hora para começar e terminar, e não são todos os trens que aceitam o bayern ticket, então você tem que ficar de olho em qual trem quer pegar. Continue lendo

Trilha Beroun-Karlštejn

6 set

[Karlshtáin]

Descobrimos recentemente que a República Tcheca está completamente coberta de trilhas muito bem sinalizadas. Há pouco mais de 100 anos foi criado o clube de turismo tcheco (Klub Českych Turistů – KCT – página em tcheco, mas nada que um google translator não resolva!) que começou a marcar trilhas pela República Tcheca. Após a Segunda Guerra Mundial e o advento do comunismo no território, o KCT começou a marcar trilhas loucamente. Marcaram tantas trilhas que hoje é possível andar pelo país inteiro seguindo os sinais deixados, facilitado pelo fato de as propriedades rurais não serem cercadas. Dá pra andar em florestas, passar por castelos, cidades e vilarejos, rios, montanhas… As trilhas não são apenas bem sinalizadas, como também são muito bem mantidas, aparecendo ocasionalmente indicadores de distância e direção. É possível também fazer as trilhas de bicicleta (muitas das estações de trem possuem o bicicletário da própria ČD – cia de trens tcheca – que aluga bicicletas). Os mapas das trilhas, divididos em regiões tchecas, são encontrados em livrarias, tais como a Luxor, e em algumas lojas de equipamentos esportivos, como a Alpine Pro, e são bem baratos.

Marcação de Trilha

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Divoká Šárka

21 ago

[pronúncia: Divokaa Shaarka]

Vista de Divoká Šárka. Quando chegamos, havia um rebanho de carneiros pastando no alto do rochedo.

Quando cheguei em Praga e pulei no ônibus para ir para casa, uma das primeiras paisagens que vi logo após o aeroporto foi a da reserva natural Divoká Šárka. No inverno a vista estava maravilhosa, com a neve cobrindo os rochedos. Naquele momento me prometi que um dia iria passear por lá. O nome Divoká Šárka traduz como “Šárka selvagem”. Reza a lenda que muito tempo atrás, onde hoje está Praga, um lado do rio Vltava era controlado por uma tribo de amazonas e o outro lado, o de Vyšehrád, por uma tribo só de homens. A tribo das amazons andava sob a ameaça iminente de um ataque da tribo dos homens e, como eram poucas, decidiram por capturar o melhor guerreiro dos homens, Ctirád [tstiraad], e assim desmotivar a tribo masculina. A líder das amazonas então mandou Šárka, que considerada muito bonita, servir de isca para capturar Ctirád. A partir deste ponto surgem duas versões para a lenda: a primeira conta que Šárka conseguiu seduzir Ctirád e, enquanto ele dormia, as amazonas o capturaram e o mataram. A segunda versão conta que Šárka o matou. Após o feito Šárka joga-se dos penhascos e aí surge outra controvérsia: o motivo para a queda. Uma versão diz que ela se jogou como forma de penitência por sentir-se culpada pelo assassinato, enquanto que a outra versão diz que ela havia se apaixonado por Ctirád e se jogou porque estava sofrendo muito com sua perda. O nome deste penhasco é Divci Skok (o salto da garota). Continue lendo