Visitando Amsterdam com o Guia Ducs em mãos

10 ago

Parafraseando um homem sábio:

Então você tá a fim de ir pra Amsterdam? Boa escolha, boa escolha…

Nós já fomos a Amsterdam algumas vezes e cada vez a cidade fica mais legal. Temos o privilégio de ter quem nos acolha por lá, então fica tudo mais fácil, e sempre é um prazer visitar.

Na semana passada, estivemos lá de novo, desta vez com um objetivo extra: testar in situ o Guia Ducs Amsterdam, lançado pelo Daniel Duclos agorinha, em Julho de 2011.

O Daniel (vulgo Daniduc) foi para a Holanda em 2007, e começou o muito bem-sucedido blog Ducs Amsterdam contando sobre a vida lá, dicas para quem vai turistar em Amsterdam, na Holanda, na Europa… Agora, ele juntou seu conhecimento mais precioso adquirido com experiência de morador e dedicação de admirador e escreveu um guia para quem vai visitar Amsterdam. Eu não consigo pensar em ninguém melhor para fazer algo assim.

Muitas das dicas que ele dá no Guia nós já conhecíamos – afinal, já estivemos lá acompanhados por ele mais de uma vez. Foi o próprio quem nos levou pra comer batata frita na Voetboogstraat e garantiu que, sério, com maionese é bom! E a Carla (sua esposa e colaboradora no Ducs Amsterdam e na vida) foi quem nos recomendou o Moeders, que é fácil um dos melhores restaurantes que experimentamos por lá. E muitos outros casos parecidos.

Então, na verdade, essa viagem ‘testando’ o Guia não foi tão teste assim. Só de ver no Guia algumas dicas que eles já nos tinham dado e já tínhamos gostado, já deu pra ter uma boa idéia de como o Guia é uma coisa pessoal. O Daniduc não está fazendo uma lista de estabelecimentos mais populares ou must see, como uma revisão bibliográfica; ele está falando do que aprendeu com vivência e pesquisa de campo.

Aliás, haja pesquisa de campo: fiquei impressionado com a atenção a detalhes. O Guia traz, por exemplo, os horários de funcionamento e endereço de todas as dicas que dá, conferidas logo antes do lançamento oficial do Guia. Não dá pra ser muito mais preciso do que isso.

Mas qualé a do guia?

Nas palavras do próprio Daniel:

O Guia Ducs Amsterdam destina-se a pessoas que gostam de planejar suas próprias viagens e querem saber usar a cidade com experiência de quem mora sem perder de vistas suas principais atrações turísticas. Eu usei a experiência e a vivência que tenho de Amsterdam e de planejamento de viagens para ensinar o leitor a ir preparado e usar a cidade de maneira eficiente.

Quem já deu uma olhada pelo blog dele, sabe que de fato ele tem bastante experiência em planejar viagens e sabe muito de Amsterdam e Holanda.

A minha impressão é que o melhor uso do Guia é mesmo como uma preparação para a viagem. (Por outro lado, se você o ler sem planos concretos de ir a Amsterdam, aposto que vai ficar com vontade.) É um guia relativamente curto – são 65 páginas tamanho A4 -, e dá pra ler todo antes de viajar, fácil, fácil. O Daniduc escreve de uma maneira bem descontraída e informal, e mesmo as partes que não nos eram importantes objetivamente foram interessantes de ler. O Guia é mesmo para ser lido, não só consultado.

Os primeiros capítulos são dedicados explicitamente ao planejamento: como ir, para onde ir, quando ir, o que levar, onde ficar. Os capítulos sobre como utilizar o tranporte público (acredite, não é intuitivo) e segurança são bem explicados e diria até importantes. Essa parte inicial é mais objetiva, para ajudar o leitor a tomar essas decisões. Útil, de fato, mas não temos muito como dar uma avaliação pessoal: como já tínhamos alguma experiência direta e pessoal com Amsterdam, não precisamos nos ater tanto a essa parte. Talvez por isso (ou porque planejar viagens não seja minha atividade favorita no mundo), eu acho que o forte do Guia é a segunda metade: as dicas de como aproveitar Amsterdam.

Nosso estudo de campo

Nessa viagem, fizemos questão de ver as dicas que o Daniduc dá no Guia e ir experimentar o que ainda não conhecíamos. Fomos ao Albert Cuypmarkt (p. 46!) onde comemos stroopwafel fresco, haring e o croquete do Van Dobben – esse não é exatamente o local que o Daniduc recomenda, só um quiosque; depois, nós fomos também no Van Dobben propriamente dito e de fato o croquete lá é melhor ainda.

Passeamos pelo Jordaan, dica dada já no blog mas que tínhamos negligenciado. Foi bem legal mesmo. Quem mandou duvidar do Daniduc? Comemos a tal melhor torta de maçã de Amsterdam, e é boa mesmo. Fomos na sorveteria IJscuypje, e é boa mesmo. Passeamos de pedalinho (não de barco) pelos canais, e é legal mesmo.

...eu acho que a gente teve até uma pequena colisão com esse barco...

Foto tirada pela Alickel de dentro de um pedalinho, num canal.

E por aí vai.

Mas nem tudo são tulipas

Ou são? Eu gostei muito do Guia e o recomendo fortemente, mas há de aparecer quem discorde. O Guia é bem diferente de um Lonely Planet com 300 páginas e um box histórico de cada monumento, ou de um mapa apontando os pontos turísticos principais com desenhozinhos para os reconhecer. Às vezes é isso que a pessoa quer. Então, faço aqui umas ressalvas à minha recomendação. Não que sejam falhas – até porque já mencionei a atenção a detalhes – mas questões de escolha que uns gostam, outros não.

  • O Guia é distribuído como arquivo digital, formatado em folhas A4 ilustradas com fotos. É ótimo para se ler em formato digital (dá inclusive para colocar em tablets e essas modernidades, e o pdf é hyperlinkado, fácil de navegar), mas se você quer imprimir e carregar consigo, talvez tenha que fazer uns ajustes (do tipo imprimir duas páginas por folha, etc) para ficar uma coisa mais de bolso. Afinal, não é um livro, é um arquivo digital.
  • Brasileiros freqüentemente costumam fazer viagens batendo em quantos lugares conseguirem antes de voltar, como um pinball geográfico. Mas o Guia é sobre Amsterdam; se você quer saber como chegar em Amsterdam a partir de Paris e depois ir para Berlim, você vai ter que achar outra fonte. (Sabe uma que eu recomendo? O Ducs Amsterdam! Ele já passeou um bocado por estas bandas.)
  • A gente volta e meia recebe visitas no blog de leitores portugueses (e talvez de outros países lusófonos) e tenho certeza que o Ducs Amsterdam também. Não-brasileiros, estejam avisado que o jeito informal, bate-papo do Guia talvez seja estranho, talvez confunda. É, afinal, de um brasileiro para brasileiros.

Como eu disse: não são falhas, mas são coisas que alguns leitores podem achar ruim ou sentir falta. Aliás, vale mencionar também uma atitude muito legal do Daniduc: se você comprar o Guia e não gostar, ele devolve seu dinheiro. É um cara legal ou não é?

Enfim

Enfim: se você está pensando em ir a Amsterdam, eu recomendo fortemente o Guia Ducs. A capa não mente nem um pouco: é prático e divertido! O que mais se pode pedir? Leia para planejar a viagem. Leia para sentir um gostinho do que te espera, veja o que te parece mais promissor e aproveite. E depois leia de novo, para relembrar.

Pra mais detalhes e para comprar, vá até a página do Guia Ducs Amsterdam e boa leitura.

p.s.: os Ducs (bem, dois deles) já vieram a Praga, e vale muito a pena ler o relato que o Daniduc fez.

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Uma resposta to “Visitando Amsterdam com o Guia Ducs em mãos”

  1. Stela 17 de setembro de 2011 às 3:28 pm #

    Quando recebi o guia do Daniel, achei que iria “dar uma folheada” eletrônica e acabei devorando tudo de uma enfiada só. O problema é que fiquei na maior vontade de ir já pra Amsterdam, o que não é possível. Mas um dia ainda vou aproveitar o guia.

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