Berlim

14 jun

É, parece estranho começar a escrever sobre a minha vida em Praga com o relato de um fim de semana, mas foi neste fim de semana que me senti motivada o suficiente para escrever e não escrever as coisas maravilhosas e bizarras que vimos em Berlim.

Fomos e voltamos de trem. 5 horas para ir e 5 para voltar. Foi até uma viagem bem confortável! Fomos na tarde de sexta-feira e voltamos domingo à noite. E como o sol está se pondo mais tarde, conseguimos ver muita paisagem. A viagem em si é muito bonita. O trajeto dentro da República Tcheca é acompanhado todo pelo rio Vltava, que depois se junta ao Elba. Lá a paisagem é cheia de penhascos e vimos umas duas pessoas escalando o topo de pedras diferentes. Percebemos que estávamos na Alemanha quando de repente a paisagem ficou plana. Os trilhos do trem passavam por campos com alguns amontoados de árvores aparecendo de vez em quando. Vimos também veados saltitantes. Chegamos e fomos na estação central, que é gigantesca e, se não fosse pela Isabela, perderíamos um bom tempo tentando nos localizar lá dentro.

Berlim é uma cidade monumental. MONUMENTAL. Os prédios são grandes e grandiosos. A escala da cidade é completamente diferente da de Praga. De uma certa forma, Berlim lembra um pouco Brasília, com as suas ruas largas gramados e prédios monumentais. O que diferencia Berlim de Brasília não é apenas a escala das coisas (muito maior em Berlim) mas a organicidade da relação entre arquitetura e população. Os prédios parecem dizer muito mais sobre o povo, o seu passado e a sua identidade em Berlim do que em Brasília. As construções parecem uma manifestação de uma identidade, a manifestação de como os alemães se enchergam. Quando olhei as ruas, parques e prédios tudo fazia sentido com a história desse povo. No caso de Brasília, não enxergo essa relação, mas talvez isso seja pelo fato de Brasília ainda ser uma cidade bastante nova, sem contar com a mania de tombamento que anda por lá, deixando a cidade parada nos anos 1960 como se nada tivesse ocorrido de lá para cá, impedindo a evolução da cidade junto com a população, preservando-a por preservar. Eu que sou de lá nunca me identifiquei com a cidade. Provavelmente para alguém que de fato goste de lá a relação seja diferente.

Tudo bem, sei que a comparação é bem covarde, mas não consegui evitar fazê-la durante o fim de semana…

Vimos os monumentos principais: a ilha dos museus, o portão de Brandenburgo, o Checkpoint Charlie (ponto de checagem para alemães e estrangeiros na fronteira soviética/americana de Berlim), a Topografia do Terror, a East Side galerie, a Torre de Tv, o Reichstag, o Relógio do Mundo, a igreja bombardeada na 2ª GM… Infelizmente não entramos em nenhum museu ou no Reichstag porque preferimos conhecer a cidade primeiro. Próxima vez atacaremos os museus. Entretanto, vimos nudistas, uma katamari, um “Brüno”, um stormtrooper, motociclistas, muitas bicicletas (inclusive uma “berlin bier bike tour”). Berlim é bem plana, então tem muita bicicleta por lá. Demos sorte que fez muito sol por lá, então deu para aproveitar cada momento. Tava um calor de rachar. E demos sorte também por causa de Isabela, amiga que nos deu um teto e várias dicas sobre o que ver em Berlim. Obrigada, Isa!

Uma outra coisa que me impressionou foi o sistema de transporte público de Berlim. Nunca vi uma malha metroviária tão complexa. NUNCA. A gente demorava um pouco para achar as estações que queria e o transporte é caro (gastamos € 31 por dois bilhetes de 48h – o Berlim tourist pass ou algo assim) mas é um caro que vale à pena, porque você sabe que vai conseguir chegar onde quiser. E na sexta e no sábado o metrô funciona até mais tarde para incentivar as noitadas.

Comer em Berlim sai bastante em conta. Lembra até os preços de Praga! E como é uma cidade lotada de imigrante, tem comida de tudo quanto é parte do mundo!!!!! Provamos o Currywurst, que é o prato símbolo de Berlim. Nada mais do que uma salsicha com molho de ketchup-curry! É deliciosa! Comemos também comida turca e indonesiana, porque não tivemos mais tempo para nada.

Escolhemos passar o fim de semana em Berlin porque na verdade queríamos ver o show do Jónsi. Devo dizer que foi uma das coisas mais bonitas que já vi na vida. Digo não só as músicas, mas o palco e as projeções. Para cada música diferente o palco parecia que mudava, as projeções mudavam e acompanhavam o ritmo das músicas. Espero que lancem o DVD dessa turnê….

As fotos da viagem estão no Flickr. Berlim foi uma das cidades mais interessantes que conheci. Pretendo voltar mais vezes para explorar mais!

Só para não esquecer, visto que este blog é sobretudo um diário de viagens, aqui vão, as -coisas mais bizarras e legais que vimos em Berlim:

  • O show do Jónsi, véi.
  • A banda de abertura Glasser
  • homem vestido de coelho rosa-choque saindo do banheiro na estação de s-bahn do zoológico.
  • nudistas tomando sol ao lado de avenida movimentada no Tiergarten.
  • Dönner gigante e iogurte salgado da birosca turca (queria ter esse iogurte aqui em Praga).
  • os faróis/semáforos
  • as ruas largas e arborizadas
  • o jeitão de império romano da cidae.
  • o sósia do einstein
  • o storm trooper

Não conseguimos tirar foto de todas as coisas legais/bizarras que vimos, mas as imagens estarão na memória…

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2 Respostas to “Berlim”

  1. Lissa 15 de junho de 2010 às 2:50 pm #

    oi bobona

  2. Thiago 2 de julho de 2010 às 4:06 am #

    deve ter sido muito bom…. deu até vontade de ir lá!!

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